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Teoria das Ondas de Elliott: Como Identificar Impulsos, Correções e Alvos no Mercado



A Teoria das Ondas de Elliott é uma das ferramentas mais conhecidas da análise técnica para estudar os movimentos dos preços nos mercados financeiros. Ela parte da ideia de que o comportamento dos investidores e a psicologia das massas produzem padrões que podem se repetir ao longo do tempo.

Em vez de observar apenas o preço atual, o método procura entender em que fase do ciclo o mercado está, quais movimentos já aconteceram e quais cenários podem surgir a seguir.

O preço é um reflexo do comportamento humano, e o sentimento da grande massa influencia a movimentação dos mercados.

O que são as Ondas de Elliott?

A teoria foi desenvolvida por Ralph Nelson Elliott, que identificou padrões recorrentes nos movimentos dos mercados.

De maneira simplificada, um ciclo pode ser dividido em:

  • 5 ondas de impulso: 1, 2, 3, 4 e 5;

  • 3 ondas de correção: A, B e C.

Assim, temos um ciclo completo de 8 movimentos.

As ondas impulsivas normalmente representam o movimento predominante do mercado, enquanto as ondas corretivas representam momentos de ajuste ou realização.

As 5 ondas de impulso

Onda 1

A onda 1 representa o início de um novo movimento.

Muitas vezes ela aparece quando a maioria dos participantes ainda não percebeu claramente que uma mudança de tendência pode estar acontecendo. Por isso, pode ser uma das ondas mais difíceis de identificar em tempo real.

Onda 2

Depois do primeiro movimento, o mercado realiza uma correção.

Uma das regras importantes da Teoria de Elliott é que:

A onda 2 não pode ultrapassar o início da onda 1.

Em análise com Fibonacci, a onda 2 costuma ser observada em regiões de retração, frequentemente entre 61,8% e 79% da onda 1, embora o mercado possa apresentar outros níveis.

Onda 3

A onda 3 geralmente é considerada uma das fases mais importantes do movimento impulsivo.

É comum que ela seja acompanhada por maior participação dos investidores e maior força na direção da tendência.

Uma regra clássica afirma que:

A onda 3 não pode ser a menor entre as ondas impulsivas 1, 3 e 5.

Em muitos estudos, o nível de 161,8% de Fibonacci da onda 1 é utilizado como uma possível região de projeção para a onda 3.

Onda 4

Após o forte movimento da onda 3, ocorre uma nova correção.

A onda 4 apresenta uma característica importante na contagem tradicional:

Ela não deve romper o final da onda 1.

Entre os níveis de Fibonacci frequentemente observados estão 38,2% e 50% da onda 3.

Onda 5

A onda 5 representa o último movimento da sequência impulsiva.

Em determinadas estruturas, ela pode apresentar extensão semelhante à onda 1. Entretanto, nem sempre isso acontece, e a análise deve considerar o contexto completo do gráfico.

Depois da conclusão das cinco ondas, pode surgir uma correção maior formada pelas ondas A, B e C.

A fase de correção: ondas A, B e C

Depois de um ciclo impulsivo, o mercado pode entrar em uma fase corretiva.

Essa correção é representada tradicionalmente por três ondas:

A → B → C

A onda A inicia o movimento corretivo. A onda B representa uma recuperação parcial, enquanto a onda C normalmente completa a correção.

É importante entender que uma correção não significa necessariamente uma reversão definitiva da tendência. Muitas vezes, ela representa apenas uma pausa ou ajuste dentro de uma estrutura maior.

Fibonacci e as Ondas de Elliott

A análise de Fibonacci é frequentemente utilizada em conjunto com Elliott para procurar possíveis regiões de retração e projeção.

Alguns níveis observados pelos analistas são:

38,2% — retração comum em determinados movimentos.

50% — região frequentemente observada como possível área de correção.

61,8% — um dos níveis mais conhecidos de Fibonacci.

78,6% — pode aparecer em correções mais profundas.

161,8% — frequentemente utilizado como referência para projeções e possíveis alvos de ondas impulsivas.

Esses níveis não devem ser interpretados como pontos exatos onde o preço obrigatoriamente irá reagir. São zonas de interesse que podem ganhar importância quando coincidem com outros fatores técnicos.

Como analisar um gráfico usando Elliott?

Uma forma simples de começar é observar o gráfico em etapas:

1. Identifique a tendência

Primeiro, procure determinar se o mercado apresenta uma estrutura predominantemente de alta, baixa ou lateralização.

2. Procure movimentos impulsivos

Observe se existem cinco movimentos que possam formar uma sequência de impulso.

3. Analise as correções

Verifique se os movimentos corretivos respeitam a estrutura esperada e os níveis de retração.

4. Utilize Fibonacci

As retrações e projeções podem ajudar a encontrar regiões onde o preço pode apresentar reação.

5. Trabalhe com cenários

Em vez de assumir que uma contagem está 100% correta, é mais prudente trabalhar com cenário principal e cenário alternativo.

Essa abordagem é importante porque a contagem das ondas pode mudar conforme novos movimentos aparecem no gráfico.

Por que a psicologia é tão importante?

A Teoria das Ondas de Elliott está diretamente relacionada ao comportamento coletivo.

Medo, ganância, euforia, esperança e realização de lucros podem influenciar a maneira como grandes grupos de investidores compram e vendem.

Por isso, determinados comportamentos podem se repetir:

otimismo → compras → euforia → realização → medo → correção → novo ciclo.

A análise técnica tenta transformar esses movimentos aparentemente desorganizados em uma estrutura que possa ser estudada.

Elliott funciona sozinho?

Não é recomendável utilizar uma única ferramenta como se fosse capaz de prever o mercado com certeza.

A contagem das ondas pode ser combinada com outros elementos, como:

  • Suporte e resistência;

  • Volume;

  • Fibonacci;

  • Estrutura de mercado;

  • Tendências;

  • Médias móveis;

  • Price Action;

  • Gestão de risco.

Quanto mais informações independentes apontarem para uma mesma região, maior pode ser o interesse daquela área para o analista.

Um exemplo prático

Imagine que um ativo iniciou um movimento de alta.

Primeiro ocorre a onda 1. Depois, o preço recua formando a onda 2.

Na sequência, o mercado ganha força e desenvolve a onda 3, ultrapassando o topo anterior.

Depois acontece uma nova correção, formando a onda 4.

Finalmente, o preço realiza outro movimento de alta, formando a onda 5.

Após a conclusão desse impulso, o mercado pode iniciar uma estrutura corretiva composta por A, B e C.

Essa sequência pode ajudar o trader a organizar o gráfico e compreender melhor o contexto do movimento.

Conclusão

A Teoria das Ondas de Elliott oferece uma maneira estruturada de analisar os ciclos do mercado a partir do comportamento coletivo dos investidores.

O conceito básico é simples:

5 ondas de impulso + 3 ondas de correção = um ciclo completo.

Quando combinada com Fibonacci, estrutura de mercado e gestão de risco, a metodologia pode ajudar o analista a identificar possíveis zonas de interesse, retrações, projeções e cenários de mercado.

Entretanto, nenhuma contagem de Elliott garante que o preço seguirá determinado caminho. O mercado pode invalidar uma estrutura a qualquer momento.

Por isso, o mais importante não é tentar prever o futuro com certeza, mas construir cenários, identificar pontos de invalidação e controlar o risco.

📌 Resumo

  • Onda 1: início do movimento;

  • Onda 2: correção da onda 1;

  • Onda 3: normalmente uma onda de forte impulso;

  • Onda 4: nova correção;

  • Onda 5: conclusão do impulso;

  • Ondas A, B e C: estrutura corretiva;

  • Fibonacci: pode auxiliar na identificação de retrações e projeções;

  • Gestão de risco: essencial em qualquer operação financeira.

Estude, pratique e compare diferentes cenários antes de tomar decisões de investimento.

Este conteúdo possui caráter educacional e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos financeiros.

Aplicações que Rendem mais que a Poupança


Neste ano de 2026 com a economia em recessão e cenário político conturbado, temos que tomar cuidado para não perder dinheiro para inflação. 

Investimento em poupança, hoje em dia está rendendo menos (0,67 % ao mês), a melhor forma é mudar os investimentos para renda fixa que está entre as alternativas mais lucrativas.

De acordo com especialistas com a perspectiva de juros altos, aplicações ligadas a juros pós-fixados, como fundos DI, títulos pós-fixados do Tesouro Direto, LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e CDBs são as melhores alternativas do momento.


INVESTIMENTOS QUE ESTÃO RENDENDO MAIS 

- TESOURO DIRETO

São títulos do governo federal. Para investir no Tesouro, é necessário abrir cadastro e ter conta em uma corretora ou banco. Quem aplica R$ 30 tem a mesma rentabilidade de quem investe R$ 1 milhão.

Para curto prazo, até dois anos, os especialistas sugerem títulos pós-fixados, que seguem a taxa Selic.

Para longo prazo (como aposentadoria), a recomendação é o Tesouro IPCA+, indexado à inflação.

O investimento paga Imposto de Renda, conforme o período de aplicação:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

- CDB

Para ter um bom retorno a aplicação em CBD deve estar acima de 95% do CDI para um ano. Bancos menores como Cooperativas  pagam melhor e é possível encontrar rentabilidades de até 117% do CDI.

Deve sempre levar em consideração que altas rentabilidades podem significar altos riscos em bancos menores. Por isso, mantenha os investimentos dentro do limite de cobertura de R$ 250 mil do FGC.

O CDB não tem taxa de administração, mas paga IR, conforme o período:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

FUNDOS DE RENDA FIXA

Fundos de Renda Fixa é uma boa opção, mas cuidado com taxas. O recomendável em fundos DI é que a taxa de administração não passe de 1% ao ano.

Os fundos pagam Imposto de Renda. Quanto menos tempo deixar o dinheiro, mais paga:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

OBS: Os fundos não têm a cobertura do FGC.

LCI e LCAs

As letras de crédito imobiliário (LCI) e letras de crédito do agronegócio (LCA) são opções para investir em renda fixa e são atraentes pela isenção do IR e garantia do Fundo Garantidor de Créditos.

Este investimento é uma ótima opção, pois em alguns bancos e corretoras rendem 0,8 % ao mês.

A aplicação tem prazo de no mínimo três meses para retirar o dinheiro e aplicação mínima é de 30 mil reais.  O investidor deve aceitar papéis que paguem no mínimo 80% do CDI, para ter um bom rendimento.

O que é CDI ?

CDI quer dizer Certificados de Depósito Interbancário, esses títulos tem lastro em Títulos do Tesouro e são negociados exclusivamente entre as instituições financeiras a fim de sanarem os fluxos de caixas de curtíssimo prazo de uns bancos com os outros.

Esse sistema gera fluidez ao mercado financeiro pois quem tem excesso de depósitos em um dia cobre com recursos quem tem excesso de saques no mesmo.

O CDI é o custo pago pelos bancos quando pegam dinheiro emprestado ou o custo pago pelo empréstimo tomado de outros bancos.

Sendo CDI os investimentos considerados mais seguros e simples do mercado, são baseados nesta taxa, que acabou chamada de taxa livre de risco.

Por fim, quando você empresta dinheiro a um banco, através de uma operação chamada de CDB, você vai acabar ganhando um percentual do CDI, que varia entre 80% do CDI a 130%.

Se o CDI para o mesmo mês foi de 1,00%. Quer dizer que o seu investimento rendeu somente 90% do CDI, ou seja, ficamos abaixo da meta que era igualar o CDI. Resumindo, a meta para qualquer investimento é “bater o CDI”, ou seja, receber 100% do CDI.

O CDI em 2026 está com rendendo 14,25% ao ano.


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Médias Móveis de 8 e 20 Períodos: Simples, Poderosas e Essenciais no Trading

No trading, muitas vezes o simples funciona melhor. As médias móveis de 8 e 20 períodos são um excelente exemplo disso: fáceis de usar, visuais e extremamente eficientes para entender o comportamento do preço.

Elas ajudam o trader a identificar tendência, pontos de entrada e zonas onde o mercado tende a reagir.


📊 Entendendo as médias

  • Média de 8 períodos → rápida, acompanha o preço de perto

  • Média de 20 períodos → mais lenta, mostra a direção principal

Quando usadas juntas, criam um sistema visual poderoso para leitura de mercado.


📈 Tendência de alta: o preço respeita como suporte

Na imagem acima, vemos um exemplo claro de tendência de alta:

  • O preço permanece acima das médias

  • A média de 8 está acima da de 20

  • As correções tocam nas médias e voltam a subir

👉 Aqui, as médias funcionam como suporte dinâmico, oferecendo oportunidades de compra a favor da tendência.


🔻 Tendência de baixa: resistência dinâmica

Neste cenário:

  • O preço está abaixo das médias

  • A média de 8 fica abaixo da de 20

  • O preço sobe até as médias e volta a cair

👉 Esse comportamento mostra as médias atuando como resistência dinâmica, ideal para operações de venda.





🔄 Cruzamento das médias: possível reversão

Os cruzamentos são momentos importantes:

  • Quando a média de 8 cruza para cima, pode indicar início de alta

  • Quando cruza para baixo, pode sinalizar queda

👉 Esse tipo de movimento geralmente marca transições de tendência, mas deve ser confirmado com outros fatores.


🧲 O efeito “ímã” das médias

Um comportamento muito comum no mercado:

  • O preço se afasta das médias

  • Depois retorna até elas

👉 As médias funcionam como um ponto de equilíbrio — quase como um “ímã” puxando o preço de volta.



⚖️ Como usar com inteligência

Apesar de muito eficientes, as médias não devem ser usadas sozinhas.

Combine com:

  • Estrutura de mercado (topos e fundos)

  • Suportes e resistências

  • Volume

  • Price Action


💡 Dicas práticas

  • Funciona muito bem em 5min, 15min, 1h e diário

  • Evite usar em mercados laterais (muito ruído)

  • Priorize operações a favor da tendência


🚀 Conclusão

As médias móveis de 8 e 20 períodos são uma ferramenta essencial para qualquer trader que busca consistência. Elas ajudam a simplificar o gráfico e tomar decisões mais alinhadas com o movimento do mercado.

Se usadas corretamente, podem se tornar a base de uma estratégia sólida e lucrativa.




Análise técnica e fundamentos: por que o básico ainda vence no mercado moderno



 


Em um cenário dominado por algoritmos, inteligência artificial e uma avalanche de informações em tempo real, muitos investidores se perguntam: o que realmente ainda funciona no mercado financeiro? A resposta pode parecer surpreendentemente simples — e até “antiga” —, mas continua extremamente atual: fazer o dever de casa e respeitar o básico.

Uma visão consistente, construída ao longo de décadas de experiência no mercado, reforça que não existe atalho sustentável. Antes de pensar em comprar qualquer ativo, o primeiro passo continua sendo entender profundamente a empresa. Isso inclui seus resultados, seu setor, sua posição competitiva e suas perspectivas. Em outras palavras, conhecer o que está por trás do gráfico.

Mas é justamente no momento da decisão — o famoso timing — que entra a análise técnica. Ela não substitui o estudo fundamentalista, mas o complementa. Juntas, essas duas abordagens formam uma espécie de “análise de fusão”, onde fundamentos indicam o que comprar, e os gráficos ajudam a definir quando comprar.

O preço é o único fato

Em meio a tantos indicadores, uma ideia central se destaca: o preço é o único dado concreto no mercado. Lucros podem ser revisados, projeções podem mudar, opiniões variam — mas o preço registrado no gráfico é um fato consumado.

Por isso, a leitura começa por ele. Antes de mergulhar em indicadores complexos como RSI, MACD ou Bandas de Bollinger, o essencial é entender o movimento básico: a tendência. Saber identificar se um ativo está em alta, baixa ou lateralização já coloca o investidor à frente de muitos.

Curiosamente, mesmo sendo um conceito simples, muita gente ainda erra nesse ponto. E isso revela um problema maior: não é a falta de ferramentas, mas a falta de disciplina em aplicar o básico.

Fluxo de dinheiro e confirmação da tendência

Depois de identificar a direção do preço, o próximo passo é entender se essa tendência é sustentável. E isso passa pela análise do fluxo de capital.

Uma tendência de alta, por exemplo, ganha mais força quando acompanhada de aumento no volume — sinal de que mais dinheiro está entrando no ativo. Sem essa confirmação, o movimento pode ser frágil ou temporário.

Além disso, outros fatores entram na análise:

  • Sentimento do mercado: há excesso de otimismo ou pessimismo?

  • Comparação setorial: a ação está performando melhor ou pior que suas concorrentes?

  • Participação em ETFs: o ativo faz parte de fundos que estão em alta?

Esses elementos ajudam a montar um quadro mais completo e reduzem decisões baseadas apenas em opinião ou “achismo”.

O maior inimigo: o viés

Um dos erros mais comuns entre investidores não está na falta de conhecimento, mas no viés. Muitas pessoas entram no mercado já com uma ideia formada — “gosto desse setor”, “essa empresa é boa” — sem validar isso com dados e comportamento de mercado.

Essa postura pode levar a decisões ruins, porque ignora um ponto essencial: o mercado nem sempre concorda com você.

A disciplina, portanto, não está apenas em estudar, mas em seguir um processo lógico:

  1. Analisar o setor

  2. Observar o fluxo de dinheiro

  3. Comparar desempenhos

  4. Só então escolher o ativo

Inteligência artificial muda o jogo — mas não as regras

Hoje, uma grande parte das negociações no mercado é feita por algoritmos. A inteligência artificial executa operações em velocidades impossíveis para humanos e domina boa parte do volume diário.

Isso pode parecer uma revolução total — e, de certa forma, é. Mas há um detalhe importante: essas máquinas ainda operam com base nos mesmos princípios clássicos da análise técnica.

Médias móveis, suportes, resistências e tendências continuam sendo referências — apenas executadas de forma automatizada.

Ou seja, o que mudou foi “quem” opera, não necessariamente “como” o mercado funciona.

Simplificar é a verdadeira vantagem

Diante de tanta informação, muitos investidores se sentem sobrecarregados. Indicadores demais, notícias demais, opiniões demais.

A solução? Voltar ao simples.

  • Comece pelo preço

  • Identifique a tendência

  • Observe o fluxo de dinheiro

  • Ignore o excesso de ruído

Essa abordagem não só traz mais clareza, como também evita decisões impulsivas.

Conclusão: a tendência ainda é sua melhor amiga

Apesar de todas as transformações tecnológicas, uma verdade continua firme: seguir a tendência ainda é uma das estratégias mais eficazes no mercado.

Não se trata de ignorar inovação, mas de entender que ferramentas mudam — princípios, não.

No fim das contas, quem domina o básico com disciplina e consistência continua tendo uma grande vantagem. Porque, em um ambiente complexo, muitas vezes o simples é exatamente o que funciona melhor.

Investir na Poupança ou Tesouro direto?


Com a inflação em alta no Brasil temos que estudar a melhor forma de investir sem levar prejuízo. 

Sendo assim, comparando a poupança com o Tesouro Direto nos quesitos rentabilidade, liquidez, simplicidade e incidência de taxas e impostos, a poupança se sai melhor em todos, menos na rentabilidade.

O lado bom da poupança é a possibilidade de sacar o dinheiro no mesmo dia, já no Tesouro Direto, se precisar do dinheiro terá que aguardar 1 dia útil.

Quem investe na poupança também não precisa ficar se lembrando de reinvestir o dinheiro. Uma vez depositado na caderneta, ele irá render sempre, isto não acontece no Tesouro Direto. O Tesouro é complicado, ao optar por esse investimento, é preciso procurar um banco ou corretora, escolher o tipo de título que quer investir, o prazo de vencimento, e também é preciso fazer novas compras quando o título vence.

Pelo lado do imposto que se paga nos lucros dos rendimentos, a Poupança se enquadra melhor, pois é isenta de taxas e imposto, já no Tesouro Direto, há incidência de Imposto de Renda em função do prazo da aplicação (quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor será a alíquota cobrada). 

Veja a tabela:

- Até 180 dias: 22,5%
- De 181 a 360 dias: 20%
- De 361 a 720 dias: 17,5%
- Acima de 720 dias: 15%

Se o dinheiro ficar investido por um prazo inferior a 30 dias, haverá também cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Também existem taxas de custódia e de serviços que são cobradas no Tesouro Direto.

Agora falando em rentabilidade, Tesouro vence. Quando se compara poupança com Tesouro Direto, o último vence na rentabilidade.

Exemplo:

Para uma aplicação de R$ 1.000, considerando que a taxa de juros básica da economia seja mantida em 13,75% ao ano. Não foi considerada a variação da TR para o cálculo.

Em seis meses:

Poupança: R$ 1.041,90 (rentabilidade de 4,19%)

Tesouro Direto: R$ 1.055,70 (rentabilidade de 5,56%, já descontado o IR de 22,5%)

Em um ano:


Poupança: R$ 1.083,50 (rentabilidade de 8,35%)

Tesouro Selic: R$ 1.114,00 (rentabilidade de 11,4%, já descontado o IR de 20%)

Em dois anos e um dia:

Poupança: R$ 1.167,0 (rendimento de 16,7%)

Tesouro direto: R$ 1.235,00 (rendimento de 23,4%, já descontado o IR de 15%)

Concluímos que em dois anos quem investe 1 mil reais no Tesouro direto terá um ganho médio de 68 reais a mais. 

Agora imagina quem tem 100 mil reais, a diferença que dá nos ganhos é só uma bagatela de 6800 reais a mais nos cofres. 

As pessoas precisam aprender que ganhar dinheiro dá trabalho. Sai muito caro eu escolher a comodidade da poupança em vez do Tesouro, porque isso significa perder dinheiro.

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Tipos de Investimentos mais Comuns


Investir é deixar de comprar alguma coisa hoje para comprar no futuro. Ou seja, guardarmos nosso dinheiro em uma alternativa de investimento para termos mais recursos para realizarmos nossos desejos no futuro.

Quando você poupa, receberá no futuro os rendimentos dessa aplicação, o que permitirá que você realize seus desejos de consumo, como trocar os móveis, a televisão, dar entrada no carro ou na casa própria.

Existem diversos tipos de investimento acessíveis sendo: a caderneta de poupança, os certificados de depósito bancário (conhecidos como CDBs), os fundos de investimento e as ações.

Tesouro Direto (Títulos Públicos Federais)


São títulos públicos federais, ou seja, emitidos pelo Tesouro Nacional.

Quem pode investir: qualquer pessoa.

Valor mínimo: R$ 30.

Tempo médio para resgate do dinheiro: depende do prazo do título que você comprar. Mas você pode resgatar o dinheiro semanalmente, pois o Tesouro Nacional recompra os títulos adquiridos diretamente do Tesouro Direto todas às quartas-feiras, sem limitação de valor. Se vender antes da data de vencimento, você receberá pelo título seu preço de mercado.

Rentabilidade média: no caso dos títulos prefixados, você aplica o seu dinheiro agora e sabe, desde já, o rendimento que terá sobre o capital investido. Se aplicar em títulos pós-fixados, além dos juros decorrentes do tempo de investimento, você receberá um percentual gerado pela variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação, ou da taxa básica de juros do País, a chamada Taxa Selic. O indexador (IPCA ou Selic) depende do título escolhido pelo investidor.

Como investir: para investir diretamente no Tesouro Direto, você precisa ser cliente de uma corretora que negocie este produto. Elas possuem especialistas que poderão ajudá-lo esclarecendo todas as dúvidas que você tiver.

Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI)


São títulos de longo prazo lastreados em créditos imobiliários - fluxo de pagamentos de contraprestações de aquisição de bens imóveis, ou de aluguéis - emitidos por sociedades securitizadoras.

Quem pode investir: qualquer pessoa.

Valor mínimo: depende do CRI escolhido por você, mas alguns deles aceitam investimentos a partir de R$ 1.000.

Tempo médio para resgate do dinheiro: o resgate dos recursos ocorre na data de vencimento do título e por meio de parcelas (amortizações) pagas periodicamente ao longo do tempo. Caso queira efetuar o resgate da aplicação antes das datas contratadas, o investidor pode vendê-las na Bolsa. Há isenção de imposto de renda sobre os rendimentos para as pessoas físicas.

Rentabilidade média: depende do CRI escolhido por você, mas usualmente são atrelados ao IGP-M, IPCA ou TR. Fale com a sua corretora.

Como investir: para investir em CRI, você precisa ser cliente de uma corretora que negocie este produto. Elas possuem especialistas que poderão ajudá-lo esclarecendo todas as dúvidas que você tiver.

Debênture


São títulos de crédito de médio e longo prazo emitidos por uma empresa. Ou seja, você se torna credor da companhia, de acordo com as regras divulgadas na escritura do título.

Quem pode investir: qualquer pessoa.

Valor mínimo: depende da debênture escolhida por você, mas algumas delas aceitam investimentos a partir de R$ 1.000.

Tempo médio para resgate do dinheiro: o resgate dos recursos ocorre na data de vencimento do título, podendo, em alguns casos, existir parcelas (amortizações) pagas periodicamente. É comum serem realizados pagamentos de cupons de juros (usualmente semestrais). Caso queira efetuar o resgate da aplicação antes das datas contratadas, o investidor pode vendê-las na Bolsa.

Rentabilidade média: rendem juros fixos ou variáveis , que podem estar atrelados, entre outros indexadores, à inflação (IPCA mais juros), ao CDI ou às taxas de juros de referência (TJ3 e TJ6).

Como investir: para investir em debêntures, você precisa ser cliente de uma corretora que negocie este produto. Elas possuem especialistas que poderão ajudá-lo esclarecendo todas as dúvidas que você tiver.

Ações


Ao investir em ações, você se torna sócio de uma empresa. É como se você se tornasse dono de um pedacinho dela.

Quem pode investir: qualquer pessoa.

Valor mínimo: não existe um valor mínimo para investir em ações. Mas assim como nos outros tipos de investimento que você faz com o gerente do seu banco, no investimento em ações as corretoras cobram taxas para guardá-las (taxa de custódia) e pelas movimentações que você faz (taxa de corretagem). Cabe a você fazer as contas para saber se a taxa cobrada vai pesar no seu investimento.

Tempo médio para resgate do dinheiro: trata-se de um investimento de longo prazo. Portanto, não invista em ações aquele dinheiro que sabe que vai precisar daqui a alguns meses.

Rentabilidade média: por se tratar de um investimento de renda variável, não é possível saber quanto seu dinheiro vai render após um certo período de tempo. Mas você pode usar o Ibovespa, principal índice do mercado de ações, como referência de desempenho.

Como investir: para investir diretamente em ações, você precisa ser cliente de uma corretora. Elas possuem especialistas que poderão ajudá-lo a escolher as melhores alternativas de investimento e o orientarão esclarecendo todas as dúvidas que você tiver.


Fundo de Índice (ETF)

São fundos formados por ações de diversas empresas, que acompanham o movimento dos principais índices da Bolsa.

Quem pode investir: qualquer pessoa.

Valor mínimo: depende do ETF que você escolher. Mas todos os ETFs são compostos por dez ações no mercado normal. No caso do ETF do Ibovespa (BOVA11), por exemplo, o investidor precisaria de cerca de R$ 630 para aplicar nas dez cotas. No entanto, os ETFs também podem ser negociados no mercado fracionário (portanto, a quantidade mínima seria de 1 ação e o valor mínimo seria de, aproximadamente, R$ 63). Mas assim como nos outros tipos de investimento que você faz com o gerente do seu banco, no investimento em fundos de índices as corretoras cobram taxas para guardá-los (a taxa de custódia) e, às vezes, pelas movimentações que você faz (taxa de corretagem). Além disso, os gestores do fundo cobram uma taxa de administração. Cabe a você fazer as contas para saber se a taxa cobrada vai pesar no seu investimento.

Tempo médio para resgate do dinheiro: os ETFs, à semelhança das ações, podem ser negociados imediatamente. No entanto, por se tratarem de investimentos de longo prazo, não é uma boa escolha investir neste produto aquele dinheiro que você sabe que vai precisar daqui a alguns meses.

Rentabilidade média: por se tratar de um investimento de renda variável, não é possível saber quanto seu dinheiro vai render após um certo período de tempo. Mas você pode usar os índices de referência do seu ETF para avaliar com foi o comportamento do ETF que você escolheu nos últimos anos.

Como investir: para investir diretamente em fundos de índices (ETFs) você precisa ser cliente de uma corretora. Elas possuem especialistas que poderão ajudá-lo esclarecendo todas as dúvidas que você tiver.

Fundo de Investimento Imobiliário


São fundos que investem em empreendimentos imobiliários (exemplos: edifícios comerciais, shopping centers, hospitais etc.). O retorno do capital investido se dá por meio da distribuição de resultados do Fundo (o aluguel pago por um shopping center, por exemplo) ou pela venda das suas cotas do Fundo.

Quem pode investir: qualquer pessoa.

Valor mínimo: depende do Fundo Imobiliário que você escolher.

Tempo médio para resgate do dinheiro: por serem constituídos sob a forma de condomínio fechado, o resgate das cotas ocorre mediante a sua negociação no mercado secundário, ou seja, você vende a cota do fundo à semelhança da venda de uma ação.

Rentabilidade média: varia de um fundo para outro. Há isenção de imposto de renda sobre os rendimentos distribuídos para os cotistas que sejam pessoas físicas.

Como investir: para investir em fundos de investimento imobiliário você precisa ser cliente de uma corretora que negocie este produto. Elas possuem especialistas que poderão ajudá-lo esclarecendo todas as dúvidas que você tiver.

Poupança

A Poupança é o tipo de investimento considerado mais tradicional e seguro. É o mais indicado para o investidor conservador, que não está disposto a correr riscos.

Quase todos os bancos comerciais oferecem essa modalidade de investimento e não é preciso ser correntista para investir. Basta comparecer a uma agência bancária portando os seguintes documentos e suas respectivas cópias: CPF, documento de identidade e comprovante de residência.

Tradicionalmente, o rendimento da poupança sempre foi determinado pela variação da TR – taxa referencial – mais juros de 0,5% ao mês. Entretanto, as regras sofreram alteração em maio de 2012. Com as novas regras, os depósitos feitos em poupança até o dia 04 de maio de 2012, continuam rendendo a mesma coisa. Entretanto, a partir daí, o rendimento dependerá da meta da taxa Selic determinada pelo Banco Central do Brasil. Se a meta para taxa básica de juros da economia for superior a 8,5%, nada muda. Entretanto, se o valor for igual ou menor a 8,5%, os juros passam a ser 70% da Selic.

Certificado de Depósito Bancário (CDB) e o Recibo de Depósito Bancário (RDB)

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) e o Recibo de Depósito Bancário (RDB) são títulos de renda fixa emitidos por bancos, onde o investidor “empresta” dinheiro para o banco e recebe em troca o pagamento de juros desse empréstimo. Ou seja, esses tipos de investimento envolvem uma promessa de pagamento futuro do valor investido, acrescido da taxa pactuada no momento da transação.

A diferença entre o CDB e o RDB é que o primeiro pode ser negociado antes do vencimento enquanto o segundo é inegociável e intransferível.

No caso do CDB, a negociação antes do vencimento implica a perda de parte da remuneração (devolução com deságio). Já o RDB pode ser rescindido em caráter excepcional desde que haja concordância com a instituição depositária. Nesse caso o valor investido é devolvido sem os juros.

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Fonte : Bovespa e Portal do Investidor

Tabela do PIS 2023 - Quem Tem Direito?

 

Governo define datas para pagamento do abono do PIS e do Pasep para 2023 -  CUT - Central Única dos Trabalhadores



O Programa de Integração Social (PIS) é destinado a trabalhadores que tenham exercido atividade remunerada com carteira assinada durante o ano-base 2021.

Para ter direito ao PIS 2023, o trabalhador precisa ter registro na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e ter tido renda mensal de até 2 salários mínimos. Além disso, é necessário estar inscrito no PIS há pelo menos 5 anos.

O PIS 2023 será feito de acordo com a quantidade de meses que foram trabalhados no ano-base que, neste caso, é o de 2021.

Dessa forma, nos primeiros meses de repasse, o PIS 2023 terá como base o valor aprovado pelo governo antigo, de R$ 1.302.

Onde Consultar o PIS

É possível consultar nos canais:

· - Site da Caixa;

· - Aplicativo do Caixa Trabalhador;

· - Telefone de atendimento da Caixa (0800 726 0207).

Tabela do PIS 2023

Nascidos em:

Liberação do valor:

Janeiro e fevereiro

15/02/2023

Março e abril

15/03/2023

Maio e junho

17/04/2023

Julho e agosto

15/05/2023

Setembro e outubro

15/06/2023

 

Meses trabalhados:

Valor:

1

R$ 108

2

R$ 217

3

R$ 325

4

R$ 434

5

R$ 542

6

R$ 651

7

R$ 759

8

R$ 868

9

R$ 976

10

R$ 1.108

11

R$ 1.193

12

R$ 1.302

 




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