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Aplicações que Rendem mais que a Poupança


Neste ano de 2026 com a economia em recessão e cenário político conturbado, temos que tomar cuidado para não perder dinheiro para inflação. 

Investimento em poupança, hoje em dia está rendendo menos (0,67 % ao mês), a melhor forma é mudar os investimentos para renda fixa que está entre as alternativas mais lucrativas.

De acordo com especialistas com a perspectiva de juros altos, aplicações ligadas a juros pós-fixados, como fundos DI, títulos pós-fixados do Tesouro Direto, LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e CDBs são as melhores alternativas do momento.


INVESTIMENTOS QUE ESTÃO RENDENDO MAIS 

- TESOURO DIRETO

São títulos do governo federal. Para investir no Tesouro, é necessário abrir cadastro e ter conta em uma corretora ou banco. Quem aplica R$ 30 tem a mesma rentabilidade de quem investe R$ 1 milhão.

Para curto prazo, até dois anos, os especialistas sugerem títulos pós-fixados, que seguem a taxa Selic.

Para longo prazo (como aposentadoria), a recomendação é o Tesouro IPCA+, indexado à inflação.

O investimento paga Imposto de Renda, conforme o período de aplicação:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

- CDB

Para ter um bom retorno a aplicação em CBD deve estar acima de 95% do CDI para um ano. Bancos menores como Cooperativas  pagam melhor e é possível encontrar rentabilidades de até 117% do CDI.

Deve sempre levar em consideração que altas rentabilidades podem significar altos riscos em bancos menores. Por isso, mantenha os investimentos dentro do limite de cobertura de R$ 250 mil do FGC.

O CDB não tem taxa de administração, mas paga IR, conforme o período:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

FUNDOS DE RENDA FIXA

Fundos de Renda Fixa é uma boa opção, mas cuidado com taxas. O recomendável em fundos DI é que a taxa de administração não passe de 1% ao ano.

Os fundos pagam Imposto de Renda. Quanto menos tempo deixar o dinheiro, mais paga:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

OBS: Os fundos não têm a cobertura do FGC.

LCI e LCAs

As letras de crédito imobiliário (LCI) e letras de crédito do agronegócio (LCA) são opções para investir em renda fixa e são atraentes pela isenção do IR e garantia do Fundo Garantidor de Créditos.

Este investimento é uma ótima opção, pois em alguns bancos e corretoras rendem 0,8 % ao mês.

A aplicação tem prazo de no mínimo três meses para retirar o dinheiro e aplicação mínima é de 30 mil reais.  O investidor deve aceitar papéis que paguem no mínimo 80% do CDI, para ter um bom rendimento.

O que é CDI ?

CDI quer dizer Certificados de Depósito Interbancário, esses títulos tem lastro em Títulos do Tesouro e são negociados exclusivamente entre as instituições financeiras a fim de sanarem os fluxos de caixas de curtíssimo prazo de uns bancos com os outros.

Esse sistema gera fluidez ao mercado financeiro pois quem tem excesso de depósitos em um dia cobre com recursos quem tem excesso de saques no mesmo.

O CDI é o custo pago pelos bancos quando pegam dinheiro emprestado ou o custo pago pelo empréstimo tomado de outros bancos.

Sendo CDI os investimentos considerados mais seguros e simples do mercado, são baseados nesta taxa, que acabou chamada de taxa livre de risco.

Por fim, quando você empresta dinheiro a um banco, através de uma operação chamada de CDB, você vai acabar ganhando um percentual do CDI, que varia entre 80% do CDI a 130%.

Se o CDI para o mesmo mês foi de 1,00%. Quer dizer que o seu investimento rendeu somente 90% do CDI, ou seja, ficamos abaixo da meta que era igualar o CDI. Resumindo, a meta para qualquer investimento é “bater o CDI”, ou seja, receber 100% do CDI.

O CDI em 2026 está com rendendo 14,25% ao ano.


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Será que está vindo uma Crise Econômica Mundial?



Crises econômicas já assolaram o mundo diversas vezes. Quem não se lembra do famoso Crash de 29? A crise de 1930 foi precipitada pela queda dos preços dos produtos agrários nos EUA em 1928 e o estouro da bolha em 29 de outubro de 1929, quando o afundamento da Bolsa de Nova York deu início à Grande Depressão.

No século XXI, em 2008, estourou a Bolha Imobiliária (Subprime) nos EUA. Concedidas sem garantias adequadas, as hipotecas podres varreram gigantes financeiros, provocando o maior contágio global desde os anos 1930. O evento levou à criação da Cúpula do G20 em nível de Chefes de Estado para conter os danos. No Brasil, o famoso jargão de que seria apenas uma "marolinha" acabou dando lugar, nos anos seguintes (2014-2016), a uma das maiores recessões da história nacional.

Por que o debate sobre uma nova crise é permanente?


Diferente das previsões apocalípticas de um "fim do sistema monetário" ou de uma "moeda global unificada", o sistema financeiro internacional passou a viver sob novas vulnerabilidades:

  1. Evolução do Setor Imobiliário e Bancário: A alavancagem dos grandes bancos passou por regulamentos rigorosos (como os acordos de Basiléia III), o que reduziu drasticamente o risco sistêmico do formato observado em 2008.

  2. Cenário do Mercado Imobiliário Chinês: O setor imobiliário da China — que representava cerca de 25% a 30% do PIB do país — enfrentou forte crise a partir de 2021 com a derrocada de gigantes como Evergrande e Country Garden. A China desacelerou de crescimentos de dois dígitos para patamares em torno de 4% a 5% ao ano, forçando Pequim a aplicar estímulos constantes para evitar um colapso financeiro. Como a China é o maior parceiro comercial do Brasil, o desenrolar dessa desaceleração segue no radar dos analistas brasileiros.

  3. Bancos Centrais e Juros: A era do "dinheiro barato" (juros quase zero pós-2008 e pós-pandemia de 2020) terminou com a disparada global da inflação. Para contê-la, o Federal Reserve (FED) e outros Bancos Centrais subiram os juros aos patamares mais altos em duas décadas, gerando forte aperto nas dívidas públicas internacionais.

Panorama do Brasil


  • Dívida Pública: Em 2015/2016, a Dívida Pública Federal rondava os R$ 2,7 trilhões. Hoje, devido ao déficit fiscal persistente e ao pagamento de juros altos ao longo dos anos, a Dívida Pública Federal (DPF) atingiu R$ 9,28 trilhões, com projeções de alcançar a marca dos R$ 10 trilhões.

  • Reservas Internacionais: O colchão de proteção cambial do Brasil gira em torno de US$ 323 bilhões a US$ 346 bilhões, figurando entre as maiores posições de reservas do mundo e atuando como uma barreira relevante contra choques cambiais externos.

As Maiores Reservas Internacionais do Mundo

(Dados do FMI e Bancos Centrais)

Ao contrário dos dados de 2014/2015, a configuração das maiores reservas de divisas estrangeiras (excluindo ouro) consolidou o protagonismo asiático:

PosiçãoPaís / RegiãoReservas Aprox. (USD Trilhões / Bilhões)
1ChinaUS$ 3,30 a 3,43 trilhões
2JapãoUS$ 1,01 a 1,20 trilhão
3SuíçaUS$ 794 bilhões
4ÍndiaUS$ 574 bilhões
5RússiaUS$ 442 bilhões
6Arábia SauditaUS$ 436 bilhões
7Hong KongUS$ 425 a 447 bilhões
8Coreia do SulUS$ 414 a 417 bilhões
9BrasilUS$ 323 a 346 bilhões
10SingapuraUS$ 344 bilhões

Maiores Reservas Oficiais de Ouro

(Dados atualizados do Conselho Mundial do Ouro - World Gold Council)

Na última década, os Bancos Centrais aumentaram expressivamente a compra de ouro como reserva soberana de valor.

PosiçãoPaís / InstituiçãoToneladas de Ouro
1Estados Unidos8.133 t
2Alemanha3.350 t
3FMI (Instituição)~2.814 t
4Itália2.452 t
5França2.437 t
6Rússia~2.330 t
7China~2.260 t
8Suíça~1.040 t
9Índia881 t
10Japão846 t

O que mudou na análise dos riscos globais?


  • Teorias de Governo Global x Geopolítica Fragmentada: As velhas teses de "Nova Ordem Mundial com moeda única unificada" deram lugar a um mundo multipolar e fragmentado. Em vez de unificação monetária, observa-se uma desdolarização parcial do comércio internacional (com blocos como os BRICS transacionando em moedas locais) e guerras comerciais entre superpotências.

  • Desafios do Setor Imobiliário Chinês: O problema imobiliário da China é real e segue sob intervenção estatal ostensiva para evitar contágio global direto.

  • Mudança no Foco dos Riscos: As preocupações econômicas globais concentram-se na sustentabilidade das dívidas soberanas ocidentais, inflação persistente, inteligência artificial transformando mercados de trabalho e tensões geopolíticas globais.

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