Teoria das Ondas de Elliott: Como Identificar Impulsos, Correções e Alvos no Mercado



A Teoria das Ondas de Elliott é uma das ferramentas mais conhecidas da análise técnica para estudar os movimentos dos preços nos mercados financeiros. Ela parte da ideia de que o comportamento dos investidores e a psicologia das massas produzem padrões que podem se repetir ao longo do tempo.

Em vez de observar apenas o preço atual, o método procura entender em que fase do ciclo o mercado está, quais movimentos já aconteceram e quais cenários podem surgir a seguir.

O preço é um reflexo do comportamento humano, e o sentimento da grande massa influencia a movimentação dos mercados.

O que são as Ondas de Elliott?

A teoria foi desenvolvida por Ralph Nelson Elliott, que identificou padrões recorrentes nos movimentos dos mercados.

De maneira simplificada, um ciclo pode ser dividido em:

  • 5 ondas de impulso: 1, 2, 3, 4 e 5;

  • 3 ondas de correção: A, B e C.

Assim, temos um ciclo completo de 8 movimentos.

As ondas impulsivas normalmente representam o movimento predominante do mercado, enquanto as ondas corretivas representam momentos de ajuste ou realização.

As 5 ondas de impulso

Onda 1

A onda 1 representa o início de um novo movimento.

Muitas vezes ela aparece quando a maioria dos participantes ainda não percebeu claramente que uma mudança de tendência pode estar acontecendo. Por isso, pode ser uma das ondas mais difíceis de identificar em tempo real.

Onda 2

Depois do primeiro movimento, o mercado realiza uma correção.

Uma das regras importantes da Teoria de Elliott é que:

A onda 2 não pode ultrapassar o início da onda 1.

Em análise com Fibonacci, a onda 2 costuma ser observada em regiões de retração, frequentemente entre 61,8% e 79% da onda 1, embora o mercado possa apresentar outros níveis.

Onda 3

A onda 3 geralmente é considerada uma das fases mais importantes do movimento impulsivo.

É comum que ela seja acompanhada por maior participação dos investidores e maior força na direção da tendência.

Uma regra clássica afirma que:

A onda 3 não pode ser a menor entre as ondas impulsivas 1, 3 e 5.

Em muitos estudos, o nível de 161,8% de Fibonacci da onda 1 é utilizado como uma possível região de projeção para a onda 3.

Onda 4

Após o forte movimento da onda 3, ocorre uma nova correção.

A onda 4 apresenta uma característica importante na contagem tradicional:

Ela não deve romper o final da onda 1.

Entre os níveis de Fibonacci frequentemente observados estão 38,2% e 50% da onda 3.

Onda 5

A onda 5 representa o último movimento da sequência impulsiva.

Em determinadas estruturas, ela pode apresentar extensão semelhante à onda 1. Entretanto, nem sempre isso acontece, e a análise deve considerar o contexto completo do gráfico.

Depois da conclusão das cinco ondas, pode surgir uma correção maior formada pelas ondas A, B e C.

A fase de correção: ondas A, B e C

Depois de um ciclo impulsivo, o mercado pode entrar em uma fase corretiva.

Essa correção é representada tradicionalmente por três ondas:

A → B → C

A onda A inicia o movimento corretivo. A onda B representa uma recuperação parcial, enquanto a onda C normalmente completa a correção.

É importante entender que uma correção não significa necessariamente uma reversão definitiva da tendência. Muitas vezes, ela representa apenas uma pausa ou ajuste dentro de uma estrutura maior.

Fibonacci e as Ondas de Elliott

A análise de Fibonacci é frequentemente utilizada em conjunto com Elliott para procurar possíveis regiões de retração e projeção.

Alguns níveis observados pelos analistas são:

38,2% — retração comum em determinados movimentos.

50% — região frequentemente observada como possível área de correção.

61,8% — um dos níveis mais conhecidos de Fibonacci.

78,6% — pode aparecer em correções mais profundas.

161,8% — frequentemente utilizado como referência para projeções e possíveis alvos de ondas impulsivas.

Esses níveis não devem ser interpretados como pontos exatos onde o preço obrigatoriamente irá reagir. São zonas de interesse que podem ganhar importância quando coincidem com outros fatores técnicos.

Como analisar um gráfico usando Elliott?

Uma forma simples de começar é observar o gráfico em etapas:

1. Identifique a tendência

Primeiro, procure determinar se o mercado apresenta uma estrutura predominantemente de alta, baixa ou lateralização.

2. Procure movimentos impulsivos

Observe se existem cinco movimentos que possam formar uma sequência de impulso.

3. Analise as correções

Verifique se os movimentos corretivos respeitam a estrutura esperada e os níveis de retração.

4. Utilize Fibonacci

As retrações e projeções podem ajudar a encontrar regiões onde o preço pode apresentar reação.

5. Trabalhe com cenários

Em vez de assumir que uma contagem está 100% correta, é mais prudente trabalhar com cenário principal e cenário alternativo.

Essa abordagem é importante porque a contagem das ondas pode mudar conforme novos movimentos aparecem no gráfico.

Por que a psicologia é tão importante?

A Teoria das Ondas de Elliott está diretamente relacionada ao comportamento coletivo.

Medo, ganância, euforia, esperança e realização de lucros podem influenciar a maneira como grandes grupos de investidores compram e vendem.

Por isso, determinados comportamentos podem se repetir:

otimismo → compras → euforia → realização → medo → correção → novo ciclo.

A análise técnica tenta transformar esses movimentos aparentemente desorganizados em uma estrutura que possa ser estudada.

Elliott funciona sozinho?

Não é recomendável utilizar uma única ferramenta como se fosse capaz de prever o mercado com certeza.

A contagem das ondas pode ser combinada com outros elementos, como:

  • Suporte e resistência;

  • Volume;

  • Fibonacci;

  • Estrutura de mercado;

  • Tendências;

  • Médias móveis;

  • Price Action;

  • Gestão de risco.

Quanto mais informações independentes apontarem para uma mesma região, maior pode ser o interesse daquela área para o analista.

Um exemplo prático

Imagine que um ativo iniciou um movimento de alta.

Primeiro ocorre a onda 1. Depois, o preço recua formando a onda 2.

Na sequência, o mercado ganha força e desenvolve a onda 3, ultrapassando o topo anterior.

Depois acontece uma nova correção, formando a onda 4.

Finalmente, o preço realiza outro movimento de alta, formando a onda 5.

Após a conclusão desse impulso, o mercado pode iniciar uma estrutura corretiva composta por A, B e C.

Essa sequência pode ajudar o trader a organizar o gráfico e compreender melhor o contexto do movimento.

Conclusão

A Teoria das Ondas de Elliott oferece uma maneira estruturada de analisar os ciclos do mercado a partir do comportamento coletivo dos investidores.

O conceito básico é simples:

5 ondas de impulso + 3 ondas de correção = um ciclo completo.

Quando combinada com Fibonacci, estrutura de mercado e gestão de risco, a metodologia pode ajudar o analista a identificar possíveis zonas de interesse, retrações, projeções e cenários de mercado.

Entretanto, nenhuma contagem de Elliott garante que o preço seguirá determinado caminho. O mercado pode invalidar uma estrutura a qualquer momento.

Por isso, o mais importante não é tentar prever o futuro com certeza, mas construir cenários, identificar pontos de invalidação e controlar o risco.

📌 Resumo

  • Onda 1: início do movimento;

  • Onda 2: correção da onda 1;

  • Onda 3: normalmente uma onda de forte impulso;

  • Onda 4: nova correção;

  • Onda 5: conclusão do impulso;

  • Ondas A, B e C: estrutura corretiva;

  • Fibonacci: pode auxiliar na identificação de retrações e projeções;

  • Gestão de risco: essencial em qualquer operação financeira.

Estude, pratique e compare diferentes cenários antes de tomar decisões de investimento.

Este conteúdo possui caráter educacional e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos financeiros.

Aluga mais de 3 Imóveis? Vai precisar de CNPJ, veja as novas regras para 2027




A regulamentação da Reforma Tributária traz mudanças importantes para o mercado imobiliário brasileiro. A partir de 1º de janeiro de 2027, determinados proprietários de imóveis que geram renda com locação serão obrigados a emitir nota fiscal eletrônica e a possuir uma inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

A medida visa regulamentar a cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — os novos tributos que substituem o ISS, ICMS, PIS e Cofins. No entanto, a regra não afetará todos os locadores do país, estabelecendo critérios claros de faturamento e volume para a obrigatoriedade.

Quem é afetado?

A obrigatoriedade de emissão de nota fiscal e abertura de CNPJ não atinge pequenos locadores. De acordo com as diretrizes da regulamentação, estão sujeitos às novas regras os proprietários (pessoas físicas) que se enquadrarem em pelo menos um dos seguintes critérios:

  • Faturamento anual: Receita bruta com aluguéis superior a R$ 240 mil por ano.
  • Volume de propriedades: Proprietários que possuam mais de três imóveis locados simultaneamente.

Locadores que faturam abaixo desse teto e possuem até três imóveis continuam operando no modelo atual, sem a necessidade das obrigações acessórias de pessoa jurídica.

Natureza estritamente cadastral

Uma das principais dúvidas dos investidores é se a criação do CNPJ transformará o proprietário em uma empresa para todos os fins jurídicos. A Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon) esclarece que a exigência tem caráter estritamente cadastral e fiscal.
Isso significa que:
  • O proprietário não se transforma em uma pessoa jurídica (empresa) de fato.
  • A condição de contribuinte pessoa física permanece inalterada perante o Imposto de Renda (IRPF).
  • O CNPJ servirá exclusivamente como um instrumento de controle para a apuração e o recolhimento do IBS e da CBS sobre a atividade de locação.


Impactos no mercado e rentabilidade

A mudança exige atenção dos investidores do setor imobiliário, pois impacta diretamente a rotina administrativa e a rentabilidade dos contratos de locação. A adequação ao novo sistema de arrecadação será fundamental para evitar autuações fiscais, multas e irregularidades com a Receita Federal a partir de 2027. 

Recomenda-se que proprietários que se enquadram no perfil realizem um planejamento tributário prévio para avaliar os reflexos das alíquotas do IBS e CBS no retorno líquido de seus investimentos.

Alíquotas Estimadas do IBS e CBS para Locação
A alíquota-padrão geral do novo IVA (IBS + CBS) é estimada pelo governo em cerca de 26,5% a 28%. No entanto, a Lei Complementar nº 214/2025 concedeu um desconto de 70% nas alíquotas para o setor de locação. 
  • Alíquota Efetiva Final (Estimada): Aproximadamente 7,95% a 8,4% sobre o valor do aluguel. 
  • Redutor Social (Aluguel Residencial): Subtrai-se um valor fixo de R$ 600 a R$ 621 diretamente da base de cálculo de cada imóvel antes de aplicar o imposto. 
  • Deduções Permitidas: Taxas como o IPTU cobrado do inquilino poderão ser abatidas da base de cálculo. 
Cronograma de Transição das Alíquotas
  • Agosto de 2026: Período de testes obrigatório para emissão de notas fiscais eletrônicas com alíquotas simbólicas de 0,1% (IBS) e 0,9% (CBS) para empresas.
  • Novembro de 2026: Abertura do ambiente digital simplificado da Receita Federal para os locadores Pessoa Física começarem a testar o sistema.
  • Janeiro de 2027: Início da cobrança real apenas da CBS (Federal), com alíquota estimada de 2,64% a 3% para locações. O IBS estadual/municipal permanece em 0,1% nesta fase.
  • 2029 a 2033: Entrada progressiva do IBS, elevando a alíquota combinada anualmente até atingir o teto de ~8,4% em 2033. 
Lista de Documentos e Passos para a Transição em 2027
Os locadores elegíveis devem iniciar a regularização a partir do final de 2026. A lista de documentos recomendada inclui:
  • Documentação Imobiliária:
    • Matrícula atualizada de todos os imóveis locados (para comprovar a propriedade).
    • Contratos de locação vigentes (para apuração das bases de cálculo e identificação dos locatários).
    • Comprovantes de despesas dedutíveis (como carnês de IPTU e taxas condominiais). 
  • Regularização Cadastral (Disponível a partir de Novembro/2026):
    • Inscrição no CNPJ de Natureza Cadastral: Feita por meio do portal simplificado da Receita Federal, vinculando os imóveis ao CPF do proprietário.
    • Certificado Digital (e-CPF ou e-CNPJ): Necessário para assinar digitalmente e emitir a Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) diretamente nos sistemas integrados dos municípios e estados.

Aplicações que Rendem mais que a Poupança


Neste ano de 2026 com a economia em recessão e cenário político conturbado, temos que tomar cuidado para não perder dinheiro para inflação. 

Investimento em poupança, hoje em dia está rendendo menos (0,67 % ao mês), a melhor forma é mudar os investimentos para renda fixa que está entre as alternativas mais lucrativas.

De acordo com especialistas com a perspectiva de juros altos, aplicações ligadas a juros pós-fixados, como fundos DI, títulos pós-fixados do Tesouro Direto, LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e CDBs são as melhores alternativas do momento.


INVESTIMENTOS QUE ESTÃO RENDENDO MAIS 

- TESOURO DIRETO

São títulos do governo federal. Para investir no Tesouro, é necessário abrir cadastro e ter conta em uma corretora ou banco. Quem aplica R$ 30 tem a mesma rentabilidade de quem investe R$ 1 milhão.

Para curto prazo, até dois anos, os especialistas sugerem títulos pós-fixados, que seguem a taxa Selic.

Para longo prazo (como aposentadoria), a recomendação é o Tesouro IPCA+, indexado à inflação.

O investimento paga Imposto de Renda, conforme o período de aplicação:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

- CDB

Para ter um bom retorno a aplicação em CBD deve estar acima de 95% do CDI para um ano. Bancos menores como Cooperativas  pagam melhor e é possível encontrar rentabilidades de até 117% do CDI.

Deve sempre levar em consideração que altas rentabilidades podem significar altos riscos em bancos menores. Por isso, mantenha os investimentos dentro do limite de cobertura de R$ 250 mil do FGC.

O CDB não tem taxa de administração, mas paga IR, conforme o período:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

FUNDOS DE RENDA FIXA

Fundos de Renda Fixa é uma boa opção, mas cuidado com taxas. O recomendável em fundos DI é que a taxa de administração não passe de 1% ao ano.

Os fundos pagam Imposto de Renda. Quanto menos tempo deixar o dinheiro, mais paga:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

OBS: Os fundos não têm a cobertura do FGC.

LCI e LCAs

As letras de crédito imobiliário (LCI) e letras de crédito do agronegócio (LCA) são opções para investir em renda fixa e são atraentes pela isenção do IR e garantia do Fundo Garantidor de Créditos.

Este investimento é uma ótima opção, pois em alguns bancos e corretoras rendem 0,8 % ao mês.

A aplicação tem prazo de no mínimo três meses para retirar o dinheiro e aplicação mínima é de 30 mil reais.  O investidor deve aceitar papéis que paguem no mínimo 80% do CDI, para ter um bom rendimento.

O que é CDI ?

CDI quer dizer Certificados de Depósito Interbancário, esses títulos tem lastro em Títulos do Tesouro e são negociados exclusivamente entre as instituições financeiras a fim de sanarem os fluxos de caixas de curtíssimo prazo de uns bancos com os outros.

Esse sistema gera fluidez ao mercado financeiro pois quem tem excesso de depósitos em um dia cobre com recursos quem tem excesso de saques no mesmo.

O CDI é o custo pago pelos bancos quando pegam dinheiro emprestado ou o custo pago pelo empréstimo tomado de outros bancos.

Sendo CDI os investimentos considerados mais seguros e simples do mercado, são baseados nesta taxa, que acabou chamada de taxa livre de risco.

Por fim, quando você empresta dinheiro a um banco, através de uma operação chamada de CDB, você vai acabar ganhando um percentual do CDI, que varia entre 80% do CDI a 130%.

Se o CDI para o mesmo mês foi de 1,00%. Quer dizer que o seu investimento rendeu somente 90% do CDI, ou seja, ficamos abaixo da meta que era igualar o CDI. Resumindo, a meta para qualquer investimento é “bater o CDI”, ou seja, receber 100% do CDI.

O CDI em 2026 está com rendendo 14,25% ao ano.


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