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Fim da escala 6x1: o que muda para os trabalhadores?

 

O fim da escala 6x1 foi aprovado pelo Senado em 14 de outubro de 2026. A proposta prevê mudanças importantes na jornada de trabalho, garantindo mais tempo de descanso aos trabalhadores.

Quando as novas regras começam a valer?

De acordo com a proposta aprovada, as mudanças começam a produzir efeitos 60 dias após a promulgação da emenda constitucional e sua publicação oficial.

Veja o que vai mudar:

  • Escala 5x2: o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez de apenas um.

  • Jornada de 42 horas: nos primeiros 12 meses da transição, o limite semanal cairá de 44 para 42 horas.

  • Jornada de 40 horas: após 14 meses da promulgação, o limite máximo será reduzido para 40 horas semanais.

  • Salário mantido: a redução da jornada deverá ocorrer sem diminuição salarial.

  • Domingo preferencial: um dos dias de descanso deverá ser, preferencialmente, o domingo.

O que muda na prática?

Atualmente, muitos trabalhadores cumprem seis dias de trabalho para ter apenas um dia de folga. Com a mudança, a proposta é garantir dois dias de descanso remunerado por semana e reduzir gradualmente o total de horas trabalhadas.

Por exemplo, um trabalhador que cumpre 44 horas semanais passará inicialmente para o limite de 42 horas e, posteriormente, para 40 horas.

As empresas terão que se adaptar?

Sim. As empresas precisarão reorganizar horários, equipes e escalas para cumprir as novas regras. Em setores que funcionam todos os dias, como saúde, transporte e segurança, poderão existir formas específicas de organização da jornada, conforme as regras e negociações coletivas aplicáveis.

Os contratos de trabalho em vigor também deverão respeitar os novos limites, sem redução salarial.

Quais serão os benefícios para os trabalhadores?

A expectativa é que os trabalhadores tenham mais tempo para descansar, conviver com a família, cuidar da saúde e realizar atividades pessoais. A redução da jornada também poderá contribuir para melhorar a qualidade de vida e diminuir o desgaste provocado pelo excesso de trabalho.

Importante: a aprovação pelo Senado, por si só, não significa que as mudanças já estejam valendo. É necessário acompanhar a promulgação, a publicação oficial e os prazos previstos no texto definitivo da emenda constitucional.

O fim da escala 6x1 representa uma mudança importante nas relações de trabalho no Brasil, com o objetivo de garantir mais descanso sem reduzir o salário dos trabalhadores.


CNH gratuita: quem tem direito ao benefício e como funciona



Já foi sancionada a Lei nº 15.153, de 26 de junho de 2025, que cria a possibilidade de obter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de forma gratuita para parte da população brasileira. A medida é considerada um benefício social importante, que deve facilitar o acesso ao mercado de trabalho para pessoas de baixa renda.

Quem tem direito à CNH gratuita?

O programa é voltado para cidadãos que fazem parte do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Podem se cadastrar no CadÚnico:

  • Famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, ou seja, atualmente R$ 759,00, considerando o salário mínimo de R$ 1.518,00.

  • Famílias com renda superior a esse valor, mas que se enquadrem nos critérios específicos de programas sociais.

Entre os programas que utilizam o CadÚnico estão o Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica, ID Jovem, Carteira do Idoso, Minha Casa Minha Vida e a isenção de taxas em concursos públicos.

O que a gratuidade cobre?

A lei prevê que a isenção seja total, abrangendo todas as etapas para tirar a carteira de motorista, como:

  • Exames médicos e psicotécnicos

  • Aulas teóricas e práticas

  • Prova teórica e prática

  • Emissão da CNH

Como o programa será financiado?

Os custos da CNH gratuita serão pagos com recursos provenientes das multas de trânsito. Pela legislação, o dinheiro arrecadado com multas deve ser dividido entre sinalização e engenharia de tráfego, fiscalização, renovação da frota, educação no trânsito e, agora, também para financiar a CNH gratuita para pessoas de baixa renda.

Quando começa a valer?

A nova lei entrou em vigor em 11 de agosto de 2025, ou seja, 45 dias após sua publicação. A partir dessa data, os Detrans de cada estado devem divulgar regras específicas e orientações sobre como o benefício poderá ser solicitado.



Aplicações que Rendem mais que a Poupança


Neste ano de 2026 com a economia em recessão e cenário político conturbado, temos que tomar cuidado para não perder dinheiro para inflação. 

Investimento em poupança, hoje em dia está rendendo menos (0,67 % ao mês), a melhor forma é mudar os investimentos para renda fixa que está entre as alternativas mais lucrativas.

De acordo com especialistas com a perspectiva de juros altos, aplicações ligadas a juros pós-fixados, como fundos DI, títulos pós-fixados do Tesouro Direto, LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e CDBs são as melhores alternativas do momento.


INVESTIMENTOS QUE ESTÃO RENDENDO MAIS 

- TESOURO DIRETO

São títulos do governo federal. Para investir no Tesouro, é necessário abrir cadastro e ter conta em uma corretora ou banco. Quem aplica R$ 30 tem a mesma rentabilidade de quem investe R$ 1 milhão.

Para curto prazo, até dois anos, os especialistas sugerem títulos pós-fixados, que seguem a taxa Selic.

Para longo prazo (como aposentadoria), a recomendação é o Tesouro IPCA+, indexado à inflação.

O investimento paga Imposto de Renda, conforme o período de aplicação:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

- CDB

Para ter um bom retorno a aplicação em CBD deve estar acima de 95% do CDI para um ano. Bancos menores como Cooperativas  pagam melhor e é possível encontrar rentabilidades de até 117% do CDI.

Deve sempre levar em consideração que altas rentabilidades podem significar altos riscos em bancos menores. Por isso, mantenha os investimentos dentro do limite de cobertura de R$ 250 mil do FGC.

O CDB não tem taxa de administração, mas paga IR, conforme o período:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

FUNDOS DE RENDA FIXA

Fundos de Renda Fixa é uma boa opção, mas cuidado com taxas. O recomendável em fundos DI é que a taxa de administração não passe de 1% ao ano.

Os fundos pagam Imposto de Renda. Quanto menos tempo deixar o dinheiro, mais paga:

Até 180 dias = 22,5%
De 181 a 360 dias = 20%
De 361 a 720 dias = 17,5%
Acima de 720 dias = 15%

OBS: Os fundos não têm a cobertura do FGC.

LCI e LCAs

As letras de crédito imobiliário (LCI) e letras de crédito do agronegócio (LCA) são opções para investir em renda fixa e são atraentes pela isenção do IR e garantia do Fundo Garantidor de Créditos.

Este investimento é uma ótima opção, pois em alguns bancos e corretoras rendem 0,8 % ao mês.

A aplicação tem prazo de no mínimo três meses para retirar o dinheiro e aplicação mínima é de 30 mil reais.  O investidor deve aceitar papéis que paguem no mínimo 80% do CDI, para ter um bom rendimento.

O que é CDI ?

CDI quer dizer Certificados de Depósito Interbancário, esses títulos tem lastro em Títulos do Tesouro e são negociados exclusivamente entre as instituições financeiras a fim de sanarem os fluxos de caixas de curtíssimo prazo de uns bancos com os outros.

Esse sistema gera fluidez ao mercado financeiro pois quem tem excesso de depósitos em um dia cobre com recursos quem tem excesso de saques no mesmo.

O CDI é o custo pago pelos bancos quando pegam dinheiro emprestado ou o custo pago pelo empréstimo tomado de outros bancos.

Sendo CDI os investimentos considerados mais seguros e simples do mercado, são baseados nesta taxa, que acabou chamada de taxa livre de risco.

Por fim, quando você empresta dinheiro a um banco, através de uma operação chamada de CDB, você vai acabar ganhando um percentual do CDI, que varia entre 80% do CDI a 130%.

Se o CDI para o mesmo mês foi de 1,00%. Quer dizer que o seu investimento rendeu somente 90% do CDI, ou seja, ficamos abaixo da meta que era igualar o CDI. Resumindo, a meta para qualquer investimento é “bater o CDI”, ou seja, receber 100% do CDI.

O CDI em 2026 está com rendendo 14,25% ao ano.


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